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O VALO GRANDE E O FUTURO DE IGUAPE (1)
Aberto entre 1827 e 1852, o Valo Grande tinha como finalidade facilitar o transporte, em canoas, do arroz produzido na Ribeira-abaixo e Ribeira-acima. Até então, o arroz era transportado em carroças, desde o Porto do Ribeira até o Porto Grande, no Mar Pequeno, ao preço de 10 réis o frete. Durante mais de um século, o povo de Iguape lutou para o seu fechamento. Até mesmo o jornal "O Estado de S. Paulo", tendo à frente Ruy Mesquita, batalhou nesse sentido. O Valo Grande foi finalmente fechado em 3 de dezembro de 1978, pelo então governador Paulo Egydio Martins. Durante um tempo, houve a ressalinação do Mar Pequeno, quando espécimes nobres de peixes podiam ser vistas no Lagamar. Com as enchentes verificadas na década de 1980 (obs: sempre ocorreram enchentes em Iguape desde a sua fundação), houve pressão para que o dique fosse aberto, e até mesmo alguns pretendiam dinamitar toda a barragem. Com o retorno da água doce passando ininterruptamente pela barragem, todo o sistema lagunar em frente a Iguape (e alguns dizem que até em Cananéia) foi seriamente comprometido. A opinião geralmente aceita é que sejam colocadas comportas na barragem, que somente seriam abertas quando das grandes enchentes. Durante todo o resto do ano ficariam fechadas. O sistema lagunar seria revitalizado. Também deveria ser pleiteada a dragagem do Mar Pequeno na altura de Iguape, para que se possibilite a prática de esportes náuticos e da pesca amadora embarcada. Já existe projeto até mesmo para a reavitação do Porto de Iguape. Acreditamos que esse seja o caminho. O fechamento com comportas da barragem do Valo Grande; o desassoreamento do lagamar; e o incentivo aos esportes náuticos e à pesca amadora: tudo isso concorrerá para o fomento do turismo iguapense, com a consequente geração de empregos e renda, que é o que todos aspiram. Portanto, alertamos a Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, comerciantes, sociedade civil e povo em geral: o futuro de Iguape, entre outras coisas, depende, e muito, do fechamento do Valo Grande. O resto, é conversa mole pra boi dormir. (FOTO: Vemos o cruzador "Tiradentes", em foto tirada entre as décadas de 1890 e 1910. Reparem como o lagamar era aberto e desimpedido, e como a canoa parecia sumir diante do encouraçado).
17/05/2005 Publicada por Roberto Fortes
Aberto entre 1827 e 1852, o Valo Grande tinha como finalidade facilitar o transporte, em canoas, do arroz produzido na Ribeira-abaixo e Ribeira-acima. Até então, o arroz era transportado em carroças, desde o Porto do Ribeira até o Porto Grande, no Mar Pequeno, ao preço de 10 réis o frete. Durante mais de um século, o povo de Iguape lutou para o seu fechamento. Até mesmo o jornal "O Estado de S. Paulo", tendo à frente Ruy Mesquita, batalhou nesse sentido. O Valo Grande foi finalmente fechado em 3 de dezembro de 1978, pelo então governador Paulo Egydio Martins. Durante um tempo, houve a ressalinação do Mar Pequeno, quando espécimes nobres de peixes podiam ser vistas no Lagamar. Com as enchentes verificadas na década de 1980 (obs: sempre ocorreram enchentes em Iguape desde a sua fundação), houve pressão para que o dique fosse aberto, e até mesmo alguns pretendiam dinamitar toda a barragem. Com o retorno da água doce passando ininterruptamente pela barragem, todo o sistema lagunar em frente a Iguape (e alguns dizem que até em Cananéia) foi seriamente comprometido. A opinião geralmente aceita é que sejam colocadas comportas na barragem, que somente seriam abertas quando das grandes enchentes. Durante todo o resto do ano ficariam fechadas. O sistema lagunar seria revitalizado. Também deveria ser pleiteada a dragagem do Mar Pequeno na altura de Iguape, para que se possibilite a prática de esportes náuticos e da pesca amadora embarcada. Já existe projeto até mesmo para a reavitação do Porto de Iguape. Acreditamos que esse seja o caminho. O fechamento com comportas da barragem do Valo Grande; o desassoreamento do lagamar; e o incentivo aos esportes náuticos e à pesca amadora: tudo isso concorrerá para o fomento do turismo iguapense, com a consequente geração de empregos e renda, que é o que todos aspiram. Portanto, alertamos a Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, comerciantes, sociedade civil e povo em geral: o futuro de Iguape, entre outras coisas, depende, e muito, do fechamento do Valo Grande. O resto, é conversa mole pra boi dormir. (FOTO: Vemos o cruzador "Tiradentes", em foto tirada entre as décadas de 1890 e 1910. Reparem como o lagamar era aberto e desimpedido, e como a canoa parecia sumir diante do encouraçado).
17/05/2005 Publicada por Roberto Fortes
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Estudos recentes, e analise da profundidade do MAR PEQUENO,numa distancia de 26 km sentido cananeia, demonstraram assoreamento gigantesco, ao ponto de imaginar que daqui a cem anos ,toda ilha comprida sofrerá inundações de aguas mista.A NATUREZA CRIOU A DESEMBOCADURA DO RIBEIRA NA PRAIA OCEANICA, ONDE A FORÇA DAS ONDAS FARÃO O SERVIÇO DE RECICLAGEM NATURAL DOS DETRITOS DO RIO. COISA QUE O MAR PEQUENO POR NÃO TER ESTA FORÇA, ESTÁ IMPOSSIBILITADO DE AGIR.O FECHAMENTO DO VALO,NÃO PODE SER VISTO COMO UMA QUESTÃO POLITICA, E SIM DE SOBREVIVENCIA.
20/07/2011 08:30
urbano ribeiro
mascoteribeiro@gmail.com
sao paulo
Concordo com o Cesar Augusto!!!
26/06/2005 16:39
Marcos Bento
pede_pano@terra.com.br
muito legal, mande mais
18/05/2005 13:08
Divaldo Athyade
athayde58@bol.com.br
Roberto, Agora vc acertou no recado !!! Esse é o ponto o resto é tudo xurumelas e conversa para coxo e berne dormirem. Iguape precisa se agitar, precisa sair do ostracismo e parar de achar que vão olhar para iguape com dó... O estado não está nem aí para a região, agora se o povo iguapense tirar a bunda da cadeira, como disse nosso presidente, se mobilizar, encher o saco do governador e dos deputados a coisa muda... Acorda Iguape !!!
18/05/2005 10:25
cesar augusto
cesariguape@gmail.com
http://www.funilvirtual.com
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